Para que essa historia tenha um bom entendimento vamos
começar com a apresentação dos personagens: Carolina, Carol, Ca, como preferir
chamar, uma menina completamente extrovertida, aquelas piadistas nata que só de
olhar você já esta se sentindo a vontade ao lado dela e rindo de alguma
palhaçada, ela é meiga doce, mas também a grosseria em pessoa sincera que chega
ate machucar com suas palavras, mas quando você conhece a Carolina no fundo,
aquelas coisas no qual todo ser humano esconde, ela é tímida e tem um medo de não
ser aceita de não ser amada. Ela gosta de rodeio sertanejo e da vida dela nas
fazendas pelo mundo. Já a Ana Clara é o oposto, se existem duas pessoas
completamente diferentes são elas, a Ana Clara, Clarinha, Ana, ela é tímida,
não sabe como agir quando ela tem que interagir com mais de uma pessoa, ela não
sabe fazer piadas, na verdade ela é o drama em pessoa deveria escrever novelas
mexicanas, chora por qualquer coisa em qualquer lugar, mas assim como a
Carolina tem medo de não ser aceita de ninguém amar ela assim com todo esse
melodrama que ela expõe tão facilmente. Enquanto a Carol ama o campo, Clara ama
o asfalto chega ter abstinência do transito, da vida cômoda que se encontra nas
grandes cidades, e sim pra deixa claro ela prefere rock e rap do que qualquer
sertanejo.
Elas se conheceram a uns 5 anos atrás, carnaval o época do
ano boa,a Carolina namorava uma menina muito bonita por sinal de fazer qualquer
carinha babaca falar que ela estava com a Carol porque não conhecia homem de
verdade. Já a Ana Clara solteira foi pra casa do irmão em uma cidade do
interior com a melhor amiga, estava digamos bem solteira.
O irmão da Clarinha era casado com a irmã da Carol, logo
elas se tornaram amigas de carnaval, bebedeira, risada e sim a Clara ajudou por
inúmeras vezes a Carol enganar a sua super namorada, que a Clara achava muito
bonita, mas antipática, não combinava muito com o jeito alegre da Carol.
E ali se construía uma amizade de anos, elas se tornaram
aquelas amigas de feriado que não se desgruda. A Carolina foi passar a páscoa na
casa da Ana Clara, que agora namorava um carinha ele era bonito alegre, mas pra
ser sincera não fazia bem algum pra Clara. Já a Carol solteira, e sempre
alegre, brincalhona, ficou ali aquele feriado todo com uma das melhores amiga
da Clara, era irmandade de tanta amizade que as duas já tinham.
Os anos foram se passando, elas sempre se encontravam em
reuniões de família e sempre acabavam bêbadas juntas rindo de tudo, uma contava
os casos amorosos pra outra pedia conselhos e elas já tinham se adaptado a
serem assim coladas e amigas de fará de bebedeira, elas se completavam como
amigas.
Mas o destino gosta de brinca com as pessoas, a ele gosta.
Final de ano a Carolina passou o natal com a família toda como era o normal
para ela, já a Ana Clara optou por ficar em casa sozinha cuidando da sua
cachorra, seus pais precisavam ir pra casa dos pais da Carol, afinal eles
seriam avos de novo e precisavam comemorar. Porem no ano novo elas passaram
juntas, e é ai que o destino resolveu mudar tudo, mudar realmente aquela amizade
tão linda das duas.
Ana Clara já chegou no interior perguntando da Carol, ate
porque qual a graça de ir pra lá e ficar em casa né? Porem nada de Carolina a
virada do ano ia ser em uma fazenda e adivinha onde ela estava? É acertou, ela já
estava La, bebendo e ajudando a arrumar tudo.
Quando foi de noite enfim elas se encontraram, a clarinha
como sempre era a frustração de qualquer pai referente sua feminilidade, tava
de tênis all star branco,baby look amarela e calça jeans, a Carol tava jogando
truco de boné pra trás camisa fivela e
bota. E a partir de agora que começa a nossa historia, porque toda historia de
amor merece ser escrita. Seja bem vindo a volta que o destino deu na vida
delas, seja bem vindo ao conto de fadas de Carolina e Ana Clara.
_Caaaaarol, quanto tempo, ta jogando o que?
_Truco Clarinha, quer joga?
_Como se eu soubesse né.
_Ja vou parar vou toma banho e me trocar, ai vamos beber
algo, beleza?
_Tranquilo Ca.
Minutos depois ela voltou linda, pronta pra elas ficarem bêbadas
juntas como em qualquer festa.
_Vamos tomar campari?
_Eca Carol isso é amargo, ruim.
_Para de ser fresca Clarinha, deixa eu fazer um copo pra
gente vc vai amar.
É a Ana clara adorou beberam Campari a noite toda, riram,
riram como nunca, a festa em si estava horrível, mas pra elas tudo estava bem,
tudo era motivo de diversão. No final da noite todo mundo arrumou um canto pra
dormir e sobraram elas e uma amiga da Carol, elas tinham duas redes, um edredon
e um arvore, pronto elas se ajeitaram ali mesmo. A Clara era um desastre,
realmente da cidade não sabia nem deita em rede.
_Clarinha você fica sozinha na rede e eu divido com a Gabi,
você fica mais a vontade, tem so um travesseiro pode ficar contigo também.
_Magina Ca, pode ficar com o travesseiro, eu to gostando de
fica na rede viu.
Elas três ficaram conversando ate quase amanhecer.
No outro dia cedo elas foram embora cada uma em uma hora,
com pessoa diferentes mas prometeram se ver no final da tarde pra fazer alguma
coisa.
Ali já começava a muda alguns sentimentos, a Clara não sabia
bem o que era, mas sentia uma falta do sorriso da Carol de um jeito digamos
estranha para ela, ela precisava estar com a Carol pra ficar em paz com ela. Já
a Carolina queria de um modo incontrolável um beijo da Clara, mas não podia
faltar com respeito já que a Ana Clara nunca tinha ficado com meninas.
A Clara ficou um pouco triste pq a Carol sumiu o resto do
dia, foi ate a casa dela pra usa a net mas tbm estava com saudade, era estranho
pra ela entender aquele sentimento todo.
Se viram riram de novo, falaram dos seus casos amorosos
falidos, e sobre tudo o que vinha na cabeça, se despediram como em todo feriado
que elas se viram, como se não tivesse mudado nada, como se tudo estivesse como
sempre.
Mas se passaram alguns meses, e a sobrinha delas nasceu, e
olha que ironia do destino elas seriam madrinhas juntas. Ai começou a melação
nas redes sócias, era cumade pra ca, cumade pra la, e uma lista de elogios em
fotos, ate porque a Carolina realmente estava linda maquiada nas fotos.
Quando a Ana Clara chegou na casa do irmão dela logo viu a
Carolina, e toda a sua família e mais um casal de amigos que veio com os pais
da Clara, sabe aquelas reuniões familiares que todo mundo ta falando junto que ninguém
entende nada, logo elas arrumaram uma boa desculpa pra sair de la,
_Mãe vamos apresentar a cidade pro Marcos e pra Paula ta?
_Ta bom Clara, aproveita bem o dia.
Elas saíram, andaram a cidade toda de carro, colocando a
fofoca em dia, aquele papo bem mulherzinha, mas vamos logo para a parte que
todo mundo ta esperando, a hora que elas se rendem a tanto sentimento.
Era de noite, elas foram para a casa de um amigo da Carol,
beberam juntas Campari, e a Carol começou a cantar todas as musicas românticas do
mundo olhando pra Clara, que ao invés de desviar o olhar, olhava mais
fixamente, elas estavam em um estado de transe que não tinha quem não percebesse
que ali tinha mais que uma amizade.
Aquela noite elas dormiriam juntas pq todos os quartos da
casa do irmão da Clara esta ocupado, e é agora que as coisas começaram a serem
entendidas por elas.
_Clarinha você dorme aqui na cama comigo, fica tranqüila ta,
não vou te atacar, so vou te abraça porque estou acostumada a dormir com muito
travesseiro e tals, mas se tiver atrapalhando é so me empurrar ta?
_Magina Carol, pode abraçar, fica tranqüila.
Elas ficaram ali deitadas quase de conchinha juntas conversando
um pouco.
_Ca to com frio, meu pé ta gelado, desliga o ar.
_Não vou desliga o ar Clarinha, pêra ai que eu te
esquento.Levanta o pé pra arruma a coberta, agora Poe seu pé no meio do meu ta?
_Ta bom Carol.
_Clara pede pra eu me afastar, pede por favor pra que eu me
afaste que eu pare.
_Parar com o que Carol, ta bom assim, não quero que você se
afaste ou pare com nada.
Vou nesse momento que a Carol se afastou e a Clara se virou
pra ficar olhando para ela. Elas se aproximaram, e ficaram tão perto que era possível
uma sentir a respiração da outra.
_Ca, não faz isso, eu to carente e nunca fiquei com nenhuma
menina, isso não vai dar certo.
_Então somos duas carentes Clarinha.
E ali elas deram o primeiro beijo, não teve quem beijou
quem, elas simplesmente se beijaram, foi um daqueles beijos que tira a pessoa
do chão que se fosse cena de filme teria o melhor cenário no fundo, e aquela
musica de amorzinho que faz todo mundo sonha com um beijo daqueles, e aquele
seria o primeiro de vários daquela noite. Elas não conseguiam se desgrudar é
como se tivessem um imã um elo entre elas naquele momento. Dormiram a noite
toda grudadas, se não era abraçadas era de mãos dadas, quando uma se afastava
logo a outra procurava a outra na cama.
Acordaram e tinham que fingir que nada tinha acontecido,
elas no fundo não sabiam como agira uma com a outra depois daquela noite. A
Clara volto pra casa do seu irmão e a Carol ficou em sua casa, foi o dia mais
estranho para as duas, não conseguiram de falar, nada de mensagem, nada de se
verem, como se elas tivessem criado uma parede entre elas, as duas com medo de
como seria a reação da outra quando se vissem.
À noite quando se viram, uma mal conseguiu cumprimentar a
outra, elas começaram a entrar em pânico com medo de que alguém percebesse que
entre elas agora existia um elo muito mais forte que amizade.
_Clara vamos comigo buscar um pendrive pra coloca musica
aqui?
_Vamos sim Carol.
Elas foram no carro rindo e fingindo que nada tinha acontecido,
as duas se segurando para não parar o carro em qualquer canto e matar o desejo
que uma tinha da outra. Voltaram para a festa da família e ali voltou a
barreira entre elas.
Sms: Clarinha, no carro eu senti uma vontade de te beija.
Sms: E porque não beijou? :x
Sms: Fiquei com medo de você não querer. Você vai dormir em
casa hj de novo?
Sms: Vou sim, que horas vamos pra casa do seu amigo?
Sms:Agora.
Aquela noite foi incrível, Clarinha fraca pro álcool ficou
meio bêbada logo, já a Carol la forte proibindo a Clara de beber mais, elas não
podia se beijar nem demonstrar nada a
mais, as pessoas não podiam saber, mas quem disse que elas agüentaram. Era uma
sintonia tão grande que não tinha que não percebia. Ate quando a Carol foi
jogar truco elas não se desgrudavam com a desculpa que a Clara tava aprendendo,
e elas ficavam ali abraçadas uma mordendo a outra, falando baixinho quase
encostando na boca da outra, e o desejo foi cada segundo aumento, ate que foram
embora “dormirem” porque estavam “cansadas”, na verdade elas não suportavam se
olhar se tocar e não se beijar, sentir o corpo da outra tão próximo e ter roupa
ali entre elas estava começando a incomodar, elas precisavam sentir o calor o
beijo o desejo extremo uma da outra.
Quando chegaram na casa da Carol, não tinha mais como, elas
subiram as escadas se beijando, quando chegaram no quarto elas precisavam tomar
um banho antes de dormir e ali que começava o problema todo, se desgrudar para
cada uma tomar o seu banho. Acabaram parando na parede mais próxima da onde
estava à toalha da Clara, e o beijo hoje não era delicado era apaixonado com
desejos, como podia ter tanto desejos entre elas?
_Carol, nunca vi tanta vontade de bater e apanha junto.
_Nem me fala Clarinha, vai tomar banho vai, vamos esfriar um
pouco.
_Não.
E elas voltaram a se beijar ate que enfim resolveram que
precisavam do banho.
_Carol, esqueci a toalha, tem como trazer pra mim?
_Lógico Clara.
Elas se manterão firme sem nenhum beijo, mas era só olhar
pra elas que você via a vontade das duas de que a Carol entrasse ali naquele
chuveiro, que elas tomassem banho juntas e que dali fossem pra cama, sem roupa
sem tolha sem nada, só elas e o calor imenso que uma sentia na presença da
outra.
E foi naquela noite, com todo desejo amor e tesão que alguém
pode sentir por outra pessoa, que a Clara tinha sua primeira noite com uma
mulher, ela não sabia como agir, o que fazer então resolveu apenas sentir cada
sensação, cada espasmo que seu corpo sentia, cada toque da Carol em sua pele
fazia ela sentir uma sensação nova, era como se ela nunca tivesse feito sexo antes,
aquilo era sublime, era diferente de tudo o que alguém poderia descrever, ela
ali percebeu que aquilo sim era sexo e não aquilo que tinha feito antes.
E também foi naquela noite que elas realmente se conheceram,
ate então a Carol não passava de uma ótima pessoa no qual era sempre alegre e
não tinha problemas muito sérios a não serem faculdade e amores falidos, a
Clara não passava de uma garota mimada que se envolvia com caras errados. Porem
ali a Clara descobriu que na verdade a Carol era tímida, meiga e depressiva,
descobriu que na verdade não existia pessoa no mundo com mais amores falidos
que ela, que mulheres haviam destruído tanto ela que tinha criado uma casca que
a protegia do amor. E a Carol descobriu que toda aquela coisa de sexo sem amor
era só um teatro da Clara, ela era puro amor, não agüentava viver uma historia
sem passar por todas as fases sem chorar que nem louca em cada capitulo da vida
dela. Elas se descobriram naquela noite e foi ali que perceberam que viveriam
pra sempre um conto de fadas.
No outro dia ficou ainda mais difícil fingir que nada tinha
acontecido, a Clara estava em um mau humor horrível o dia todo, mas quando chegou a tarde
na hora de ver a Carol pronto, tudo ficou lindo, elas foram nadar no rio, ali
escondidas podiam namorar, ficar juntas sem medo, sem ser trancadas dentro de
um quarto. Elas ali podiam ver que de alguma forma elas não se completavam,
porque ambas eram completas sozinhas, mas elas se transbordavam.
Era a ultima noite delas e elas passaram conversando na cama
se beijando e cada segundo com mais desejo, era difícil estar ali abraçadas tão
perto uma da outra e saber que n outro dia cedo cada uma iria pro seu canto,
Ana Clara voltaria para casa e Carolina voltaria para a faculdade onde morava
sozinha. Quando acordaram Carol deu um anel que sempre usava pra Clara, e Clara
deu a sua pulseira preferida para a Carol, e ali estava à primeira aliança
delas, ninguém precisava saber o que era ou o significado, porem cada pessoa
que olhava pra elas olhando sua “aliança” sabia que ali tinha amor, do mais
puro aqueles que todas as pessoas sonham viver.
Era como se ali elas não fossem mais só Ana Clara e
Carolina, agora elas eram praticamente uma, cada metade o oposto da outra, mas
apenas uma pessoa.
Elas começaram uma troca eterna de mensagens, elas viajaram
se falando e assim continuaram por dias, elas explicavam aonde iam com quem ia
e que quando voltava avisava a outra, logo começaram as ligações longas, os
apelidos de casais (Amor, mô, morzinho, princesa, vida)
Ate que um dia a Clarinha falou demais
_Pseudonamorada *-*
_Como assim pseuconamorada amor?
_É porque não somos namoradas mô, mas estamos vivendo como
se fosse. Ate brigamos por ciúmes.
_Ainda não somos namoradas, ainda...
Falando em ciúmes, ta pra nascer casal com mais ciúmes que
elas, as vezes era um ciúmes normal, porem as vezes era um ciúmes que corroia e
não por desconfiança ou medo de perda e sim por cada uma estar vivendo um
momento importante e não poderem estar juntas. Um dia a Carol mandou uma foto
com as amigas falando que um dia elas estariam ali juntas e foi o suficiente
pra Clara surtar, ela não queria estar ali em algum dia ela queria estar la
naquele momento.
No dia 26 de abril de 2014 exatamente depois 8 dias que elas
estavam vivendo aquele conto de fadas a Carol
pediu a Clara em namoro, elas eram intensas demais, ali tinha tanto amor
que 8 dias parecia meses, logo não demorou pro primeiro eu te amo :x
Clarinha: amoor, se cuida MT, MT ,MT ta?!
Carol: princesa, esse seu se cuida MT MT MT tem msm o
significado do facebook?
Clarinha:Sim amor :X, por trás de todo se cuida MT MT MT tem
um te amo :X
Carol: eu não queria parecer precipitada, mas não agüento,
eu te amo mô
E de agora em diante elas não conseguiam mais segura, para
elas era difícil, pois a Carol já havia feito juras de amor e sofrido tanto, já
tinha sido trocada por melhor amiga, já teve gente que tento se matar e ela
tinha bloqueado essa frase do seu dicionário,
e pra Clara essa frase tinha perdido completamente o sentindo, homens
não falam eu te amo a não ser para ter uma noite no motel ou para se desculparem
de alguma merda, então eu se recusava a falar eu te amo para alguém. Elas não
passavam se quer um minuto sem deixar claro que aquele eu te amo era real.
Combinaram sobre casamento, sobre a rotina de casa, ate que
como qualquer sonho tudo tinha um problema, a família da Carol que ja
desconfiava delas resolveu ser contra de proibir a hipótese de elas um dia
morarem juntas, mas elas resolveram isso um dia a Clara iria alugar um cômodo na
cidade onde a Carol morava e fazia faculdade e ninguém precisava saber onde
elas estavam dormindo, que seriam todas as noites juntas.
Os dias foram se passando, mensagem o dia todo e longas
ligações, juras e promessas de um amor sem fim, ate que a Clarinha conseguiu ir
para cidade da Carol, aquilo parecia sonho ela tinha dia para chegar e nada de data
para ir embora, se ela arrumasse um emprego elas estariam enfim vivendo o conto
de fadas delas para todo sempre, escondidas de toda a família, porem
extremamente felizes.
Quando a Ana Clara chegou à Carolina estava aguardando ela
na rodoviária, tudo parecia um sonho elas se abraçaram e por elas o mundo podia
parar ali naquele momento. Era tanta felicidade, era tudo tão perfeito ali
paradas abraçadas naquela rodoviária de madrugada, que ninguém poderia imaginar
que em poucos dias elas não seriam mais esse casal perfeito.
Quando elas chegaram em casa começaram a cumprir certas
promessas, como banho juntas e dormir abraçadas. Sobre o sexo, elas mataram
todos os seus desejos e a Carol teve toda a paciência para criar o seu melhor
monstro, a Clara logo aprendeu como tocar a Carol e descobriu que aquilo lhe
proporcionava o melhor prazer do mundo, ver ela ali tendo seus espasmos, seu
sorriso, aaa o sorriso da Carol matava a Clara em qualquer momento, mas na hora
que elas estavam se amando era ainda mais devastador, ele era lindo como
costumava dizer enchia o rosto todo, era o sorriso mais lindo do universo. E
pra Carol não mudava muito, ela gostava de ver o rosto, o sorriso ter certeza que tinha dado o maior prazer
para a mulher da sua vida.
Como elas conseguiam se transborda mesmo sendo tão opostas,
elas agora usavam um escapulário de aliança, no qual a Carol exibia para todos
os amigos com cara de menina apaixonada, e Ana Clara tava tímida ali no mundo
da Carolina mas tenta driblar isso lembrando em como seria se elas fossem
apensas amigas. Elas se amavam a cada dia mais.
Um dia a Carol chegou em casa e tinha uma surpresa, pétalas de
rosas e corações espalhadas pela cama toda, pela cama que agora era delas, elas
se amaram ali com todas aquelas pétalas.
Um dia a Clara ate ouviu a Carol contando para um amigo que
ela sobre a surpresa mostrando foto da cama, e contando que nunca tinha tido
uma mulher como aquela que ela estava radiante.
Mas todo conto de fadas tem bruxas, e a daquele era elas
mesmo, um dia por um motivo ridículo elas brigaram, ridículo sim, elas brigaram
pq a Carol queria entrar na água gelada uma da manha e a Clara falou não, não
pediu com jeito com carinho nem nada, elas estava tão preocupada com gripe e
febre que esqueceu que a sua mulher não podia ser desafiada, e ali tudo começou
a desandar, a Carol não agüentou e falou que naquele momento havia comparado
ela com uma de suas Ex’s que se fosse a outra elas estaria esperando a Carol
com toalha e afins. Ali naquele momento tudo estava indo por água a baixo.
Tudo o que a Clara fazia ela pensava se outra pessoa não
faria melhor, se estava fazendo tudo correto, e ali ela perdeu sua essência e
parou de ser a Ana Clara de sempre, e começou a se espelhar em todas as pessoas
que fizeram tão para a Carol.
Por sua vez a Carol começou a se afastar, a brigar e
reclamar. Elas tiveram brigas intermináveis, elas não se falavam mais msm
estando dentro da mesma casa, a Clara começou a se sentir incomodada, sabia que
estava atrapalhando a vida da Carol, e logo viria o dia de se despedir, e não,
não teve despedida. A Clara foi embora digamos sozinha, e foram ali algum tempo
chorando ate ela chegar na casa do seu irmão, ela resolver passar por la antes
de ir embora para sua casa. No fundo ela queria era tentar resolver o caos que
sentia.
O irmão dela logo veio com uma conversa estranha, na verdade
bem direto dizendo que as pessoas estavam falando que ela e a Carol estavam
namorando que ele queria saber o que estava acontecendo, que ele amava elas
independente da opção sexual dela.
A clara queria morrer de chorar, mas se segurou, pensou por
alguns segundos em negar tudo, mas não podia mentir, e também pensou que se
contasse realmente como estava sua relação a família que já era contra acabaria
com a vida da Carol, porque se as pessoas já estavam bravas com ela por acharem
que ela influenciaria a Clara imagina se todos soubessem que elas estavam
namorando e que estavam vivendo um momento que ninguém sabia se tinha um namoro
ali ou não, elas mal se falavam e quando se falavam era tão estranho era tão
complicado,elas tinham amor em tudo o que falavam mas elas não sabiam mais
conviver com as diferenças ou com o que a Clara tava tentando ser. Resolveu
contar que elas tinham ficado sim, mas por vontade dela mesmo, que a Carol não
tinha forçado e nem nada, que ele podia ficar tranqüilo que elas não estavam
com a data do casamento marcado não, e logo ele começou com a bomba que a Carol
era irresponsável, que ela não devia mudar para a casa da Carol assim, que ela
não tinha nem trabalho direito, nem nada, que a Clara não devia enfrentar a família
por isso. Ela concordou falou que não ia sair de nenhum lugar estável pra fazer
loucura.
Ela conhecia muito bem a mulher que tinha que falta de
responsabilidade era na verdade algo que não passava na cabeça da Carolina, ela
conhecia aquela tartaruga fora do casco, sabia o tanto que ela lutava todo dia
com a sua depressão, com a faculdade e com seus trabalhos no qual quase ninguém
sabia, a Clarinha sabia o tanto que a Carol batalhava diariamente, mas para que
brigar com o seu irmão se ela fizesse isso só iria aumenta as pessoas em cima
da Carol querendo matar ela, achando que ela era o monstro que ela não pensava
no que a família da Clara achava disso tudo e muito mais problemas. Ela pensou
no sorriso da Carol, pensou em cada beijo, em cada toque e achou que ali estava
protegendo a pessoa mais importante para ela naquele instante.
A bomba logo estourou a Clara acordou no outro dia com uma
mensagem da Carol pedindo para ela seguir a sua vida, e ali acabava o conto de
fadas mais lindo que o mundo já viu... Elas não se entenderam nunca mais a
partir dali.
Ate hoje para a Clara é uma incógnita o termino do namoro,
ate porque a Carol fala que esta sofrendo que ama muito e que sente saudade do
seu panda, mas tem uma felicidade expostas em todas redes sociais, tem fotos diárias
de festas, de amigos, de que ela esta bem sozinha mesmo chorando escondida ela
vive bem sem sua Ana Clara.
E pra para a Carol tem um buraco sem fundo no meio do peito,
ela permitiu que alguém visse ela sem toda a sua armadura sem todo o casco, e
estava ali sofrendo novamente, forçando uma felicidade para que ninguém soubesse
que de noite antes de se deitar ela olha para sua toalha e chora
desesperadamente, e acorda com sonhos perturbadores de uma felicidade a dois no
qual ela não esta vivendo.
Talvez elas se amem para sempre, todos os dias de manha elas
escrevem bom dia princesa e apaga sem enviar, esse vai ser o conto de fadas que
elas vão contar para os outros, elas pensam em voltar todo dia, mas a magoa o
medo e o orgulho não deixam isso acontecer.
Se elas vão ser felizes separadas? Não, e elas sabem disso,
porque a gente não encontra a pessoa que te transborda duas vezes na vida, e
elas se transbordavam elas se amam loucamente
a cada manha, elas sonham uma com a outra toda madrugada, elas sentem
saudade.
E só uma mensagem de um simples narrador: Todo conto de fada
termina feliz, se não esta feliz é que o final ainda esta distante.
Laura B.


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